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Inversão Térmica

A inversão térmica caracteriza-se pela existência de uma massa de ar frio junto da superfície, contrariamente àquilo que acontece nos dias de fluxo de ar normal. Logo acima desta massa de ar frio encontra-se uma outra massa de ar quente, mais leve que o ar frio e, imediatamente acima desta, começa uma nova camada de ar frio. Durante um episódio de inversão térmica a temperatura, ao invés de diminuir com a altura, vai aumentando à medida que se vai subindo, até atingir a nova camada de ar frio.

Como o ar quente fica numa camada intermédia entre duas de ar frio, ficando uma por cima, e outra por baixo, isto impede o movimento ascendente do ar e que as substâncias poluentes existentes na primeira camada da atmosfera se dispersem. O que acaba por acontecer é que a camada mais próxima da superfície terrestre se mantém saturada de poluentes.

Podendo ser visualmente identificada como um camada fina e nebulosa que se distingue na baixa troposfera, a inversão térmica pode ter durações variáveis, que podem ir desde algumas horas até vários dias, tudo dependendo do clima que se fizer sentir.

Podemos considerar algumas condições que propiciam que aconteça a inversão térmica, nomeadamente, os altos níveis de poluição, ar pouco húmido, temperaturas baixas e vento fraco. São particularmente afetadas as cidades mais industrializadas e com maior circulação de veículos poluentes.

Sendo um fenómeno meteorológico que afeta sobretudo as cidades de grande dimensão, mais densamente povoadas, o impacto da retenção de agentes poluentes na qualidade de vida da população não pode ser negligenciado. De facto, muitas das afeções respiratórias de que padecem os cidadãos podem ser provocadas por episódios recorrentes de inversão térmica, que modificam consideravelmente a qualidade do ar.
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